segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Rene Descartes : A Filosofia Do Pensamento Moderno

 


Rene Descartes: A Filosofia Do Pensamento Moderno


   Rene Descartes é amplamente reconhecido como um dos pais da filosofia moderna, cujas ideias e métodos transformaram radicalmente a maneira como entendemos o conhecimento, a realidade e a própria existência.

 Seu trabalho revolucionou não apenas a filosofia, mas também influenciou profundamente o desenvolvimento da ciência e da matemática. Neste artigo, exploraremos as principais contribuições de Descartes, sua visão sobre o conhecimento humano, a relação entre mente e corpo, além de sua famosa afirmação "Cogito, ergo sum" (Penso, logo existo), que se tornou um ponto de partida crucial para a reflexão filosófica.


A Busca pela Certezas Absolutas


   Descartes nasceu em 1596 na França e desde cedo demonstrou uma mente curiosa e inquisitiva.

   Ele foi educado em várias disciplinas, incluindo matemática e ciências naturais, mas foi na filosofia que encontrou sua verdadeira paixão. Influenciado por autores como Galileu e Kepler, Descartes buscou estabelecer um método que pudesse garantir certezas indubitáveis sobre a realidade.

 Em seu famoso trabalho "Discurso do Método" (1637), ele delineou um método sistemático para alcançar o conhecimento seguro, baseado na dúvida metódica.


 O Método Cartesiano e o Cogito


   O método cartesiano é caracterizado pela dúvida radical de tudo o que não pode ser provado de forma absoluta. Descartes argumentou que muitas das crenças humanas são falíveis e que a única certeza inabalável é a existência do pensamento que duvida.

  Daí surgiu sua afirmação icônica "Cogito, ergo sum", que significa "Penso, logo existo". Este axioma tornou-se a base para sua filosofia, pois Descartes concluiu que a própria capacidade de duvidar e pensar prova a existência do sujeito que duvida.


 Dualismo Cartesiano: Mente e Corpo


   Outro aspecto central da filosofia de Descartes é o dualismo, a separação radical entre mente e corpo. Para ele, a mente (ou alma) é uma substância incorpórea, não física, responsável pelo pensamento e pela consciência, enquanto o corpo é uma máquina material sujeita às leis da física. 

 Essa divisão dualista levanta questões profundas sobre a interação entre mente e matéria, questões que continuam a ser debatidas até hoje na filosofia da mente e na neurociência.


   Rene Descartes deixou um legado duradouro na história da filosofia, ciência e matemática. Sua ênfase na dúvida metódica e na busca por certezas absolutas estabeleceu um novo padrão para o conhecimento humano. 

   Sua distinção entre mente e corpo influenciou inúmeros debates filosóficos e científicos sobre a natureza da consciência e da realidade. 

   Embora algumas de suas ideias tenham sido criticadas e revisadas ao longo dos séculos, a importância de Descartes como um pensador inovador e visionário permanece incontestável.

   Seu método e suas conclusões continuam a desafiar e inspirar estudiosos em todo o mundo, garantindo seu lugar como um dos gigantes intelectuais da história.

   Em resumo, através de suas obras e reflexões, Descartes não apenas definiu o rumo da filosofia moderna, mas também incitou uma abordagem crítica e rigorosa ao conhecimento, que moldou o pensamento humano até os dias atuais.

domingo, 23 de outubro de 2022

A Educação Dos Povos Primitivos.

 




A Educação Dos Povos Primitivos: Conhecimento E Tradição


   A história da educação humana remonta aos tempos mais primitivos, quando as sociedades ainda não haviam desenvolvido sistemas formais de ensino como os que conhecemos hoje. 

  Nos períodos pré-históricos e antigos, os povos primitivos transmitiam conhecimentos essenciais através de práticas culturais, tradições orais e experiências coletivas. 

  Este post explora como era a educação dos povos primitivos, destacando métodos de aprendizagem, conteúdos ensinados e a importância do conhecimento para a sobrevivência e evolução dessas sociedades.


 Métodos de Ensino


   Nos tempos pré-históricos, a educação era principalmente prática e experiencial. Os jovens aprendiam habilidades essenciais para a sobrevivência através da observação e da imitação dos adultos. 

   Por exemplo, caçadores e coletores ensinavam aos seus filhos como rastrear animais, identificar plantas comestíveis e construir abrigos. As habilidades eram transmitidas oralmente, com histórias, canções e rituais desempenhando um papel crucial na memorização e na transmissão de conhecimento.


 Conteúdos Educativos


   O currículo educacional dos povos primitivos era altamente adaptado às necessidades locais e às condições ambientais. 

  Além das habilidades práticas mencionadas, também eram ensinados valores éticos, crenças espirituais e o respeito pela natureza. 

  Por exemplo, entre os povos indígenas da América do Norte, as lendas e mitos frequentemente transmitiam conhecimentos sobre a origem do mundo, a relação com os animais e as práticas de cura.


Papel dos Anciãos e Líderes Comunitários


   Os anciãos desempenhavam um papel fundamental na educação dos jovens, servindo como guardiões do conhecimento tradicional e como mentores. 

   Eles compartilhavam suas experiências e sabedoria através de histórias e conselhos, orientando as gerações mais jovens sobre como lidar com desafios da vida, resolver conflitos e manter a coesão social dentro da comunidade.

  A educação dos povos primitivos era profundamente enraizada na cultura, na tradição e na relação harmoniosa com o ambiente natural. Embora não existissem escolas formais ou sistemas educacionais estruturados, o conhecimento era transmitido de forma eficaz e adaptativa, garantindo a sobrevivência e a continuidade das comunidades ao longo das gerações. 

  A educação primitiva não apenas ensinava habilidades práticas, mas também fortalecia a identidade cultural, promovia a coesão social e preservava as tradições ancestrais.

  Assim, ao examinar a educação dos povos primitivos, podemos reconhecer a importância do conhecimento contextualizado, da transmissão oral e do respeito pela sabedoria acumulada ao longo do tempo. 

  Esses princípios continuam a inspirar discussões sobre como integrar a educação formal com a riqueza do conhecimento tradicional, buscando um equilíbrio entre inovação e preservação das culturas humanas.

domingo, 16 de outubro de 2022

A Escola E A Família.

 




     A influência da família é uma base muito forte para a educação das crianças, e jamais deve ser negligenciado, pois a família é a célula da sociedade, é muito importante para a criança se sentir protegida, amada, amparado no seio familiar, e os pais são responsáveis por ensinarem a eles uma religião, a viverem e conviverem em sociedade, a terem respeito, serem obedientes, aprenderem a compartilharem.

.   A educação na família varia conforme a convicção dos pais e a autoridade que lhes é dada pelo costume e pelas Leis. O papel da mãe, sobretudo, é de uma importância extrema; pois a criança necessita muito do amor e do cuidado da sua mãe para crescer saudável e feliz.

     E o meio Social completa a Educação familiar.

    A    escola é praticamente o segundo lar das crianças, pois eles ficam quase a metade do dia dentro dos muros das escolas, estudando, em conversações com outros alunos e professores, dedicando as leituras, os acontecimentos da vida intelectual, moral e religiosa que visam modificar as idéias, os sentimentos, o caráter da criança, e as aulas de Educação física, que só traz benefícios para os alunos, sem falar das outras matérias do currículo que são muito importante para a vida acadêmica dos alunos.

   Até as aulas sobre o Meio Ambiente o Solo e o Clima contribuem numa medida variável para a formação da sua individualidade, e despertar a sua consciência sobre os cuidados que devemos ter com o nosso planeta terra.

    Será necessário acrescentar que essa obra é de boa-fé, e de imparcialidade? Já não é permitido negligenciar, de caso pensado, certas classes de educadores.

    Acreditamos sinceramente por exemplo, que os primeiros a séculos do cristianismo apresentam algum interesse do ponto de vista das escolas, e que a Idade Média não é “uma época verdadeiramente pobre do ponto de vista pedagógico”.

     Todos os devotamentos, quaisquer que sejam as crenças que inspiram, merecem a nossa admiração; e procuramos lealmente em todos os Sistemas a parte de verdade que eles encerram.

    Não se surpreenderão, portanto, de nos ver glorificar os séculos de fé, fazer justos elogios aos benfeitores cristãos da infância e fazer justiça a Igreja Católica, “Luz das Nações” e” Educadora dos povos”.

    Às vezes querem que se ignore o mérito que lhe compete na fundação de Escolas e nos progressos do ensino.

    Entretanto, os trabalhos dos historiadores mais eminentes demostram claramente que ela foi, desde os primeiros séculos, a principal ne, em certas épocas, a única conservadora e dispensadora dos conhecimentos humanos.

    Dedicamos especialmente esse livro aos pais e mestres, e esperamos que ele possa servir de ajuda no seu oficio de professor. 

Fonte; L.RIBOULET.


                                                                                                                                                                  

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

HISTÓRIA DA PEDAGOGIA

 



   O estudo das doutrinas pedagógicas é um elemento indispensável na formação dos educadores.

   Dá-lhes idéias gerais sobre as questões essenciais da Educação, faz-lhes conhecer o desenvolvimento das Instituições escolares, a evolução dos métodos, e pelo valor das obras que terão que consultarem mais tarde.

  A ciência da educação não é uma ciência a priori. À geração espontânea não existe no mundo intelectual, como não existe no mundo físico.

 Todo progresso supõe uma tradição, porque tem um ponto de partida e esse ponto de partida está necessariamente no passado.

 A pedagogia atual constituiu-se lentamente com as idéias, as experiências dos sistemas, que apareceram através dos séculos e nas diferentes nações civilizadas, e que são as mais apropriadas para atingirem o fim que se propunham, educando os jovens.

  Está, portanto intimamente ligada a história da educação. Ambas têm o mesmo domínio, elas se completam e se inspecionam mutualmente. 

 “O estudo histórico não nos dispensa de termos uma doutrina, diz M. Rousselot; mas, agindo como uma bússola, um guia, ajudando-nos a formá-la e nos fornece termos de comparação para julgarmos o que estabelecemos para nós”.

  A história da Pedagogia , além do interesse que apresenta a todos, nós revela a origem, a evolução, o aperfeiçoamento incessante dos métodos; faz conhecer a contribuição de cada século para os progressos do ensino, a influência dos acontecimentos históricos na fundação das escolas; julga em nome da moral, e de uma sã psicologia, as ideias dos clássicos da pedagogia , enfim ela recolhe as verdades duradouras, cuja reunião constitui os elementos duma teoria, se não definitiva da educação, pelo menos fixada nas suas grandes linhas.

  O conhecimento das doutrinas pedagógicas tem como efeito manter mais elevado o ideal dos mestres, abrir-lhes horizontes mais vastos, preservá-los da rotina e conservá-los em guarda contra uma presunção e uma arrogância que lhes seriam funestas. 

 Se foram precisos longos séculos para formular um princípio, aperceber-lhe toda a importância, fazer dele judiciosas aplicações, quão temerário seria para um educador que quisesse contentar-se com as sus próprias luzes e a sua experiência pessoal.

  É fácil verificar; os progressos na arte de ensinar, e não se realizam senão pela introdução, na escola dos princípios e das Leis que decorrem dos grandes escritores pedagógicos.

 A prática, é certo, precedeu-a teoria, mas a teoria reage contra a rotina e fiscaliza os dados da experiência.

  A história da pedagogia nos faz conhecer as mais belas páginas dos grandes educadores.

 Que proveito não tiramos deste estudo quando nos põe em relação com gênios imortais, como Platão, Santo Agostinho, Descartes, Fénelon; como ilustres benfeitores da mocidade, como Gerson, S. Pedro Fourier, São João Batista de La Salle, Pestalozzi, o Padre Girard, Champagnat, Mons. Dupanloup, S. João Bosco entre outros grandes percussores, que até hoje tem influenciados a muitos, e tem abertos os caminhos para novas descobertas?

  O conhecimento das quimeras e dos erros pedagógicos também não é sem proveito, pois contribui para o progresso dos métodos, e o que devemos evitar, e procurar sempre melhorar nos nossos métodos de Ensino e Aprendizagem. O exame das ideias filosóficas não é menos importantes; em cada século, a educação é o eco da Filosofia dominante.

 Por trás da Ratio Studiorum e da Campanha de Jesus, já se disse, por trás do Emilio de J. J. Rousseau, aparece toda uma filosofia. 

 Existem, portanto, relações bem estreitas entre a filosofia e a Pedagogia; de uma doutrina materialista, por exemplo, é difícil deduzir princípios de educação religiosa. 

 Eis por que é necessário conhecer as bases sobre o que certos educadores têm edificado os seus sistemas, a fim de não se deixar ofuscar pelos aspectos brilhantes que as suas concepções apresentam.


                                                                                                   Fonte: História da Pedagogia-Autor: L. Ruboulet.

 

 

 

 

sábado, 24 de setembro de 2022

Psicologia Das Multidões


   Numa certa manhã, o povo começou a ajuntar muitos curiosos, diante da vitrine de um estabelecimento comercial, em Recife.

     O primeiro transeunte chegou, parou, olhou, involuntárias displicente. O segundo deteve, se para ver o que o primeiro estava olhando. Veio o terceiro, atraído pela atitude dos dois. 

   Outros foram chegando, para verem o que chegara primeiro o que havia na vitrine, e até ficavam nas pontas dos pés, tamanho era a curiosidade. De súbito, um dos que não estava enxergando absolutamente nada, indagou, aflito: __mas, afinal, que é, gente?

   ___ É um desaforo! __informou um, que não tinha nada a dizer.

   E para dizer alguma coisa;

   ___ É um mapa de São Paulo, assinalando a posição das Forças Federais. Pelo que se vê no mapa, os paulistas estão perdendo terreno.

   ___ É, mas é um insulto a Pernambuco!

  ___ Exclamou alguém. A essas palavras, um dos que não tinha visto nada, gritou:

   __ Fora o mapa! Quebre a vitrina! Rasque o mapa!

   O dono do estabelecimento, mandou arriar com estrondo a porta de ferro, protegendo com ela o vidro do mostruário. A multidão já se achava, porém, exaltada. Exaltada r acrescida. A rua estava cheia, repleta de povo, do qual subia um barulho de oceano batido do vento.

 __Fora o reacionário! ___gritava alguns.

 A Policia, avisada, ocorreu, para proteger a propriedade do dono do estabelecimento. O povo queria uma reparação, e a Polícia deveria forçar o comerciante a dar uma satisfação a multidão ali amontoada, pois elas estavam exigindo.

 Um oficial desceu do seu cavalo e penetrou dentro da livraria, e pediu que o comerciante desse uma informação sobre o que estava acontecendo, e porque havia uma multidão parada em frente ao seu estabelecimento, todos exaltados.

 __Não sei, senhor Capitão; juro que não sei. Eu tinha colocado um mapa de São Paulo na vitrine, mostrando os pontos do Estado conquistados pelas armas Federais.

 E não compreendo o motivo de tanta indignação.  Veja, o senhor mesmo, o mapa que se achava em exposição.

  O oficial examina a carta geográfica, e não vê nada demais. Toma-a nas mãos, e chega à porta. Desenrola-a, como se faz com a Verônica na procissão do Senhor Morto, para que os presentes indiquem a particularidade porventura existente, ofensiva a dignidade pública.

  Mais os que ali estavam protestando em massa ainda não tinham visto o mapa, e os que o tinham visto já tinham ido embora. Todos olhavam a grande folha aberta, e não enxergavam nela qualquer motivo para gritos sediciosos que estavam soltando há pouco. Afinal, um encontrou um pretexto.

 ____ É um desaforo_ gritou, com a alegria de Arquimedes descobrindo o peso dos  corpos submersos.   ____ É um desaforo!

 E explicando –se:

 ___ Os pontos ocupados pelas Forças Federais estão marcados com tinta preta, quando deveria ser com tinta vermelha!

 ___ Muito bem! Muito bem! __ gritaram todos alegres com a descoberta.

____. Abaixo a tinta preta! Viva a tinta vermelha!

   O oficial entra dentro do estabelecimento de novo e pede para o dono do estabelecimento trocar o mapa, expondo outro com os mesmos pontos marcados, mais com tinta vermelha.

   E assim foi feito, com muitas salvas de Palmas e gritos de vitória.

___Viva a República! ___berra um exaltado!

___ Viva! E a multidão se dispersa cantando o Hino Nacional.

                           

                                                                                                             Conto de Humberto de Campos

 

 

domingo, 18 de setembro de 2022

Amazônia

 

 

   A Amazônia é o capítulo fantástico da geografia brasileira. Os que nunca a viram sonham em conhecê-la, pois ela é um abismo de raridades e prodígios; mas os que a conhece sabe da sua grandeza.

  Ela não é apenas um sonho dos grandes poetas, mais é uma floresta que abriga várias espécies de fauna, animais, e a cada passo dá a impressão que estamos na era paleozoica, o homem é apenas um intruso nesse cenário.

  A Terra Mãe submete os seus filhos a uma implacável seleção; esmaga os no próprio gesto maternal com que os amamenta, devora –os descuidos daqueles que tratam com indiferença esse paraíso. 

  Muitos já tentaram fazer casas e domarem essa mata, atrás de borrachas, e ouro dos rios, mais muitos pereceram contraindo malárias, febre amarela entre outros...

 Muitos não suportaram o clima quente e as chuvas e as cheias dos rios, e a precariedade dos barcos, que muitas vezes levam os habitantes de um lado para o outro no rio Amazônia.

 A pororoca, as terras, o extravio dos rios, a submersão de ilhas, o paludismo, anunciam furor, e perturbam os mais aprumados ânimos, enquanto o solo alagadiço, inconsistente, sem feição definidas, repete o trato diurno e todo o relevo de construção durável.

  Notou-a propósito um daqueles visitantes estrangeiros da selva Equatorial que a combinação do grande calor e abundante umidade, dando extraordinário viço à vida vegetal, parece com esse mesmo vigor.

  Rechaçar o homem bruto, talvez querendo moldar o seu caráter.

 E observam todos que ainda não existe homens capazes de vencer a luta no meio dessa Selva densa e ainda desconhecida. Muitos que tentaram vencer a floresta Amazônica perderam sua vida, foram atacados por índios, cobras venenosas. 

 A Floresta Amazônica ostenta soberania formidável, é uma dádiva de Deus, que devemos cuidar com muito carinho e amor.

 Temos que evitar a todo custo queimadas, pois no meio dessa riqueza toda temos uma fauna maravilhosa de pássaros, animais, orquídeas, bromélias, animais entre outros.

 Outra coisa que chama muito a atenção são as árvores gigantes, a mata tem atraído cientistas de vários países que querem estudarem as plantas em busca de remédios, pois ela é um laboratório vivo.

  A América do Sul abriga a maior floresta tropical contínua do mundo, que corresponde a metade de todas as outras florestas tropicais reunidas, O nosso grandioso rio Amazonas com seus afluentes, predominam de tal forma sobre a região que, durante determinada época do ano, torna-se impossível distinguir os limites entre suas águas e matas. 

  Entretanto, qualquer que seja a estação do ano, cerca de dois terços da água potável do nosso planeta acham-se concentrados na bacia amazônica, cuja área ultrapassa 5 milhões de quilômetros quadrados. Além disso, o volume de água que chega ao oceano Atlântico perfaz um quinto da água despejada nos mares por todos os rios da terra.

  Como se não bastasse a riqueza da flora e da fauna amazonenses, essa região tem se revelado vantajosa, sob o ponto de vista econômico, desde a descoberta do novo mundo.

  Os Espanhóis encontraram o mogno, e com ele eles faziam navios, pois é uma madeira macia, não tardou muito para os Ingleses também usarem, e assim as nossas madeiras nobres foram saindo do nosso pais. 

  A época de ouro foi no final do século com o ciclo da borracha, aonde muitos fizeram fortunas. Muitos ainda vivem nas margens do Rio Amazônia e vivem do extrativismo, plantam para seu sustento e vendem o excedente.

                                                                                 

 

sábado, 10 de setembro de 2022

Conto: O que ainda não fizemos. O que devemos fazer.

 



  Dizia-me não há muito, um inteligente viajante estrangeiro: ___Vós, brasileiros, entrastes agora numa grande febre de melhoramentos nessa cidade e creio que noutra pelo país á fora.

  ___ Sim, é fato.

  ___ Mas tivemos a ideia de iniciar a colonização e povoamento nas admiráveis terras do Rio Branco, reserva providente, que será a única base que tereis para manter a posse do vale Amazônico?

 ___ Não.

 Mais tivemos o cuidado de sistematizar os trabalhos dos Seringais, vetando o estrago das plantas, e principalmente, temos procurado fixar a população na área agrícola, para desenvolver novas culturas e expandir industrias, trazendo desenvolvimento e condições de vida melhor para todos, esse é o nosso maior objetivo.

 Temos providenciado também nas nossas extensíssimas zonas pastoris, desde o Norte até as fronteiras do Rio Grande, a excelente indústria de criação de gados de múltiplas variedades. Como vocês pretendem corrigir as regiões secas?

 ___ Pretendemos construir barragens, igual ao Sistema Romano, corrigindo as áreas que requer mais cuidado, devido à falta de chuvas.

___ Vocês acham que o renascimento da indústria de açúcar, que outrora foi fonte de grande riqueza no país, e que por cuidados especiais, pode levar a vencida beterraba, que também fazemos açúcar, e que é de qualidade superior cana?

__ E o que vocês pensam em fazer com relação a magnifica indústria de mineração, que em outros tempos foi uma febre no país?

Quais são as suas preocupações com o florescimento da cultura do algodão brasileiro, que é superior a muitos no mundo, e particularmente com o Tabaco, que rivaliza com o de Cuba?

__ Com certeza, vocês têm atendido com muito carinho a produção de cereais nas regiões Norte e Sul do país, para que não tenham que comprarem fora do meio da subsistência da sua região.

__ Sem dúvida nenhuma estamos mais preocupados com os meios práticos do povoamento da terra, temos muito ainda a fazer, para que a colonização nacional se dê de forma normal, e que possamos atrair mais pessoas para as áreas rurais, dando-lhes terras e meios de trabalhar.

 __ É um esforço gigantesco, para difundirmos aos colonos estrangeiros terras e as regras de boa convivência para todos.

 Precisamos também pensar na necessidade urgentíssima de articular o país com vias férreas de do Norte ao Sul, Leste e Oeste, sem falar nas estradas vicinais, para que possamos levar adiante o povoamento e o escoamento de alimentos.

 Com certeza vocês estão pensando em acabar com os velhos abusos, com a famosa moleza do meridional, e irão procurar uma educação rígida, segura, forte e adequada, transformando o caráter nacional e preparando-o pela disposição de coragem, espírito de progresso, de atividade, de iniciativa, de ardor pelo trabalho produtivo, para dispensar os hábitos comunitários, a tutela do Estado e outros achaques latinos, que tem sido a praga de nossas gentes.

 Espero que vocês não sejam apenas uns joguetes de Capital Estrangeiros, e de certas corporações ou indivíduos que estão pensando apenas em levar vantagens em cima de vocês. Mais que vocês consigam sobressaírem, e ser um país prospero, e uma Nação rica, sem grandes problemas sociais.

                                                               

                                                                                                                    Texto de Umberto de Campos


 

domingo, 4 de setembro de 2022

As Feridas Da Cidade

 

 

     Há um quarto de século, quando um homem do Nordeste, ou mesmo do Sul, desembarcava em Belém do Pará, sentia, se a definir, que ali havia alguma coisa de mais, ou de menos, que tornava a cidade mais alegre e emprestava ao transeunte uma grande tranquilidade. 

     Examinando o ambiente, não descobria o recém chegado a razão daquele sossego e bem estar e da confiança em si mesmo, que as palavras e os seus atos por si mesmo revelavam.

    De repente, porém, tentava um confronto audacioso entre a sua São Luiz e a sua Teresina, e Fortaleza e Natal, e Paraíba e Recife. E descobria, então, o segredo daquela diferença: a capital Paraense não tinha mendigos; em Belém do Pará ninguém estendia a mão à caridade Pública. 

 A próspera e poderosa cidade Amazônica possuía na verdade, desde o ano que elevou a chefia do Governo Municipal um ancião que se chamou Antônio Lemos, até o dia em que o derrubou e expulsou, o mais completo e perfeito serviço de Assistência Social que se tem visto no Brasil.

  Havia um Orfanato para as crianças desvalidas, estabelecimento modelo no seu gênero; e havia um Asilo de Mendigos e cuja porta o pobre ia bater, e a que eram conduzido se por ventura, na sua paixão pela liberdade na miséria, transgredia as posturas policiais, pedindo diretamente ao povo aquilo que ele oferecia por intermédio do Município.

  Obedecendo, ainda, a direção de Antônio Lemos, a Santa Casa de Belém, a melhor do Brasil naquele tempo, completava o aparelho Social destinado a corrigir a desigualdade e assegurar o bem estar a todos. 

  Não havia cegos pelas esquinas gemendo na sua viola triste as queixas de estômago e do coração. Nenhum transeunte deu de cara com um homem sem perna nas calçadas, e nenhuma criança se achava doente pelas ruas sem socorro.

  O que se via eram praças ajardinadas, bem cuidadas, avenidas cheias de árvores, parques numerosos, refrescadas por fontes cantantes, mas essas praças, essas avenidas e os parques, não custavam a fome de ninguém.

 Não se tirava o pão a um velho para criar no funcionalismo um lugar novo. Não se despia uma criança no Asilo para vestir com uma Bandeira um mastro de via Pública.

  Nas Santas Casas e Asilos não tinham lotação limitada. Eram casas do povo. Eram a mão fraterna, e cheia, que o povo que trabalha estendia ao povo que não tem pão.

  O Secretário da Prefeitura na vigência de dois Prefeitos, em Belém, habituados a esses cuidados e a essa manifestação permanente de solidariedade humana foi talvez para mim a maior surpresa ao desembarcar no Rio de Janeiro, aonde os mendigos perambulavas pelas ruas, cobertos de feridas, pedindo um pouco de comida aos ricos e abastados. 

   Onde o progresso da metrópole, que atira os seus lixos ao mar, enquanto Belém crema em poderosos fornos elétricos os detritos da cidade, evitando com isso, o contato da imundície e a propagação das epidemias.

  Há vinte anos, desde que cheguei ao Rio de Janeiro, a cidade ergueu se cercada de aranha céus, multiplicou as suas praias, dando mais conforto aos ricos. 

   Mas os mendigos continuam até nos dias de hoje a oferecer aos estrangeiros que aqui vem conhecer as nossas praias, a prova da nossa desorganização Social. E o lixo continua, como a vinte anos, como a trinta ou quarenta anos sendo atirados ao mar, sem nenhum tratamento de esgotos.

 Durante mais de um quarto de século os representantes do Distrito Federal falaram na Câmara. Discutiam eleições, atacavam governos, criticavam tudo, faziam barulhos, apenas para se recomendarem a um eleitorado sem ocupação, porque na verdade eles não tinham nenhum projeto construtivo, e nenhuma proposta para executarem uma obra pública.

   Nenhum serviço que não interessasse unicamente, exclusivamente, e individualmente ao seu eleitor!

 Prestes, pois a Polícia da Ditadura ao Rio de Janeiro, o serviço que ela jamais conseguiu dos seus homens sob o regime da Lei, e que esses homens jamais lhe prestarão quando esse regime voltar. Realize o jovem soldado a limpeza humana da Capital da República, a obra humanitária e benemérita que ela espera há quarenta anos.

 Ponha–se em suma, um pouco de compaixão aos pobres e faça algum projeto importante para essa cidade abandonada, antes que ela se torne um monturo de ruínas, um texto escrito há muito tempo, que continua muito atual, quase nada mudou.

 

                                                                                                     Texto: Humberto de Campos 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

A Bicicleta Azul

 


      Era uma vez um menino que se chamava Thiago. Ele era bem magrinho, com os cabelos cacheados, era um menino muito esperto, inteligente e adorava brincar na rua com seus colegas de pega-pega, soltar pipas, jogar bolas e andar de bicicleta.

     Thiago só tinha quatro anos e sonhava um dia ganhar uma bicicleta toda azul, pois ele não tinha uma bicicleta, e seus pais não tinham condições financeiras de comprarem uma. Conversando com sua mãe ele teve uma ideia, iria pedir ao Papai do céu, quem sabe ele ganharia a tão sonhada bicicleta!

     E todas noites antes de dormir Thiago se ajoelhava, fechava os olhinhos e falava: pai do céu:

  ____ Dá de presente para mim uma bicicleta azul! 

  Um dia cansado de tanto rezar pedindo a bicicleta, ele foi até a sua mãe e perguntou:

 ___  Mãe, o Papai de céu é surdo? A mãe muito admirada pergunta: Porquê meu filho? Ele responde: é que eu rezo todas noites pedindo uma bicicleta azul e até hoje não ganhei.

    A mãe, muito comovida, responde: com certeza o Papai do céu já ouviu e irá providenciar, é porque ele tem muito pedidos e às vezes atrasa um pouquinho.

    No dia seguinte a mãe do Thiago vai até uma loja e compra em várias parcelas uma linda bicicleta azul, pois ver seu filho feliz não tem preço, valia qualquer sacrifício.

      Ela chega em casa e espera o menino adormecer. Coloca a bicicleta bem pertinho da cama do menino. Quando ele acorda, nem consegue falar de tanta emoção, abraça sua mãe e diz: mãe o papai do céu escutou minha prece! Consegui ganhar essa linda bicicleta! E os dois abraçados, choram juntos de alegria!

 




 

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Projeto: Aprendendo a Fundar uma Cidade!



                  

Objetivo:

   O objetivo deste projeto é ensinar crianças sobre os conceitos básicos envolvidos na fundação e planejamento de uma cidade.

  Ao longo das atividades, as crianças irão explorar diferentes aspectos, desde a escolha do local até a criação de infraestrutura básica, promovendo o entendimento de como uma cidade é organizada e funciona.


Público-alvo:

Crianças de 8 a 12 anos.


Materiais Necessários:

- Mapas ou imagens de diferentes tipos de cidades (rural, suburbana, urbana).

- Papel, lápis de cor, canetas, régua e outros materiais de arte.

- Recursos para construção de maquetes (opcional).

- Acesso à internet para pesquisa.


Atividades:


1. O Que é uma Cidade?

   - Discussão inicial sobre o que caracteriza uma cidade.

   - Mostrar diferentes tipos de cidades e suas características (rural, suburbana, urbana).

   - Perguntar às crianças sobre suas experiências em cidades e o que elas acham importante ter em uma cidade.


2. Escolhendo o Local:

   - Explicar a importância da localização geográfica na fundação de uma cidade.

   - Discutir fatores como clima, recursos naturais, acesso a água, entre outros.

   - Atividade prática: escolher um local fictício no mapa e justificar a escolha com base nos fatores discutidos.


3. Planejando a Infraestrutura:

   - Apresentar os diferentes componentes da infraestrutura de uma cidade: residências, escolas, hospitais, parques, estradas, entre outros.

   - Atividade prática: desenhar um mapa básico da cidade, incluindo os principais elementos de infraestrutura.


4. Desenvolvimento Sustentável:

   - Discutir a importância da sustentabilidade no planejamento urbano.

   - Atividade prática: propor maneiras de tornar a cidade mais sustentável, como o uso de energia renovável, áreas verdes, transporte público eficiente, etc.


5. Governo e Comunidade:

   - Explorar o papel do governo local e da comunidade na gestão da cidade.

   - Discussão sobre a importância da participação cidadã e da democracia local.

   - Atividade prática: simular uma reunião comunitária para discutir problemas e soluções para a cidade fictícia.


6. Apresentação Final:

   - Cada grupo ou criança apresenta o projeto de sua cidade fictícia.

   - Incentivar a criatividade e o pensamento crítico na apresentação dos projetos.


Conclusão:

   Ao final do projeto, as crianças terão aprendido sobre os principais aspectos envolvidos na fundação e planejamento de uma cidade, desenvolvendo habilidades de colaboração, criatividade e pensamento crítico. 

 Este projeto não apenas ensina conceitos importantes sobre urbanismo, mas também promove a conscientização sobre a importância de uma comunidade bem planejada e sustentável.   

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