Projeto Escolar: Cidade Fictícia - Nova Esperança
História da Fundação
A cidade de Nova Esperança surgiu a partir de um pequeno vilarejo fundado por famílias agricultoras, que
chegaram à região em busca de terras férteis e tranquilidade. Com o tempo, a produção cresceu tanto que
atraiu pequenos comércios e indústrias interessadas em processar os produtos do campo. Hoje, Nova
Esperança é uma cidade que valoriza suas raízes na terra, mas que também investe em tecnologia,
inovação e desenvolvimento econômico através da indústria.
Elementos para a Maquete
Parte agrícola:
- Fazendas com plantações (soja, milho, hortas)
- Estábulos, tratores e silos
- Um pequeno mercado local ou feira
- Uma cooperativa agrícola
Parte industrial:
- Pequenas fábricas (óleo de soja, laticínios, roupas de algodão)
- Caminhões e ruas pavimentadas para escoamento
- Armazéns e galpões
- Energia (placas solares, postes, usina hidrelétrica simples)
Parte urbana:
- Casas dos moradores, escola, posto de saúde
- Praça central com igreja
- Prefeitura e Câmara de vereadores fictícias
- Ruas nomeadas com homenagens aos fundadores
Símbolos da Cidade
Bandeira:
- Verde (campo), azul (água), branco (paz) e amarelo (riquezas naturais)
Projeto Escolar: Cidade Fictícia - Nova Esperança
- Um trator cruzando uma engrenagem - união entre campo e indústria
Brasão:
- Dividido em dois lados: uma lavoura e uma fábrica
- Uma faixa com o lema: "Trabalhar, produzir e cuidar"
- Elementos como o sol, o rio e uma árvore nativa
Hino (refrão):
"Nova Esperança, cidade querida,
Do campo ao progresso, exemplo de vida.
Colheita e trabalho em união,
És nosso orgulho, és nosso chão!"
Atividades Complementares
- Escrever uma lei fictícia (como a proteção ambiental).
- Criar personagens históricos da cidade (fundador, a primeira professora, etc.).
- Simular uma sessão na Câmara da cidade, com ideias para o bem comum.
- Organizar uma inauguração oficial com bandeira, hino e visitas à maquete.
Projeto Desenvolvido:
Esse é um projeto que foi desenvolvido na nossa escola, que teve a colaboração de todos, até dos país de alunos, da Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental Primeiros Passos, desenvolvidos com os alunos do 5º do Ensino Fundamental inicial.
Em 1.500 Quando Pedro Alvares Cabral desembargou nas águas brasileiras, viu com muita surpresa que aqui era habitada por muitos índios que viviam em completa harmonia com a natureza.
Durante vinte anos a nova terra, ficou praticamente abandonada pela Coroa Portuguesa, e foi somente quando os lusitanos sentiram que precisavam tomarem urgente uma providencia para habitarem essas terras, antes que outros aventureiros atraídos pela cobiça tomassem deles as terras, já que os Ingleses, Holandeses, Franceses e Espanhóis por aqui chegassem. Apesar de todos os esforços eles não conseguiram impedirem a vinda dos Franceses que se instalaram no Rio de Janeiro e os Holandeses em Pernambuco.
Expulsos da Baia de Guanabara os Franceses subiram a costa e se fixaram no Maranhão, fundando São Luís, sua capital em homenagem ao rei da França.
A luta dos portugueses contra esses aventureiros foi de uma luta intercontinental, pois as cortes europeias, embora não ostensivamente, se interessavam pelas terras de cuja riquezas se diziam maravilhas.
Os portugueses tentaram de início escravizarem os índios, mais estes se recusaram, fugindo para o meio da floresta, com isso eles resolveram escravizarem o povo africano, para poderem dar início a colonização das terras, e assim começou a escravidão que durou por três séculos, terminando apenas com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel no dia 13 de maio de 1.888.
Mais não foi fácil os fazendeiros deixarem os escravos livres, pois eles não tinham outros trabalhadores para cuidarem da terra. E com isso eles foram trazendo imigrantes de vários países com a promessa de boas terras, e uma vida melhor, já que muitos estavam fugindo de guerras e desempregos em seus países.
Muitos venderam tudo o que tinham e vieram com muita vontade de trabalharem e prosperarem, e logo que chegaram foram mandados para o interior de São Paulo para trabalharem nos cafés, e quem iam para o Sul, conseguiram se tornarem pequenos comerciantes e donos de lavouras, porque muitos ganharam terras os Donatários, que podiam passar de geração para geração, mais tinham que dar a metade de tudo o que plantavam para o Benfeitor, os Donatários., e com isso eles foram formando vilas, pequenas cidades, e trazendo riquezas e desenvolvimento .
Antigamente não existia muito planejamento para fundar uma cidade, era de acordo com as necessidades da população. Em uma cidade que não teve planejamento urbano, com certeza apresentará péssimas condições de vida e muitos problemas sociais.
Os problemas da população são as favelas, cortiços, desempregos, e subempregos, trânsitos, violências, poluição etc.
Muitas pessoas saíram da roça e vieram para as grandes cidades em busca de condições melhores, logo que o ciclo do café, do açúcar caíram, e sem estudos, foram trabalharem nas fabricas, e como os alugueis eram caros, muitos foram morarem em cortiços, casarões aonde eram habitadas por várias famílias.
Diante desses problemas todos, os nossos alunos se interessaram pela criação de uma cidade, e ficaram muitos admirados com uma pequena cidade da Alemanha que se chama Saerbeck, que tem apenas 7.200 mil habitantes, em um ambiente quase rural, aonde o futuro já chegou, servindo de exemplos para muitos, pois quando o poder público e a comunidade se juntam no mesmo objetivo, fazem grandes diferenças.
Em apenas nove anos, a cidade passou de quase zero, para uma produção de energia renováveis, que hoje corresponde em dobro as necessidades dos moradores da cidade.
As mudanças nessa cidade ocorreram depois da 23ª Conferência do Clima da ONU, que foi realizado em Bonn em (2008), que fica apenas a duas horas de Saerbeck Nessa conferência foi aberto um concurso na região em busca de projetos para desenvolver a “Municipalidade Climática do Futuro”. A cidade de Saerbeck se empenhou em pensar em um plano de ação para zerar suas emissões de carbono até 2030 e ganhou a competição, com um milhão de euros...foram construídos um parque de bioenergia que produz energia de turbinas eólicas, painéis solares e biogás da decomposição de resíduos, um sistema central e integrado de aquecimento, movido com pallet de madeira, substituiu o uso do gás natural. Casas e prédios foram colocados tetos solares.
Os idealizadores desse projeto disseram que eles analisaram aonde estavam, para onde queriam estar, e onde estariam no futuro, e o que poderiam fazerem para aumentarem as suas chances de uma cidade totalmente renováveis. As metas de zerar o ( CO2) estavam previstas para o ano de 2030, mas já no ano de 2013 eles já alcançaram esse resultado ao menos ao que se refere a eletricidade, segundo o prefeito Wilfried Roos
. Foi um projeto ambicioso aonde contaram com a colaboração de todos moradores, e todos participaram das discussões, execuções e cada plano foi elaborado com muito critério. O objetivo era fazer dos cidadãos parte do projeto e envolverem as crianças em projetos ambientais.
Para que um projeto de resultado positivo é preciso a união de todos, muito esforço e dedicação, não adianta apenas o prefeito querer mudar, mas também os moradores, a comunidade em geral.
E pesquisamos muito na internet, nos livros, sobre como fundar uma cidade, e ficamos sabendo que é preciso ajuda de vários funcionários de todos os setores como: engenheiros civis, engenheiros agrônomos e pessoas especializadas que conheçam o solo e estudaram geologia para procurar de preferência terras boas pertos de rios e evitarem terras ruins, que não servem para plantios, pois a ocupação do solo sem ter conhecimento geográfico de determinada áreas podem colocarem em riscos a vida dos moradores, deve-se evitarem áreas que foi um antigo lixão, para evitarem deslizamentos e soterramentos de pessoas principalmente em épocas de chuvas.
É preciso estudarem e planejarem cada detalhe, e o que é indispensável em uma cidade.
Precisa também escolherem o nome da cidade, quem será o padroeiro da cidade, o emblema da cidade, a bandeira, o hino, se será uma cidade voltada para o agronegócio, agricultura, ou uma cidade turística, entre outras.
OBJETIVOS GERAIS:
Identificar os elementos principais da cidade tais como: ambiente físico, demográfico, produção, se ela começou com assentamento de trabalhadores rurais, pequenas vilas, vilarejo e foi crescendo até se tornar uma pequena cidade e ganhar autonomia de município.
O desemprego e a fome, a saúde pública, educação, entre outros...
As atividades desenvolvidas nesse projeto foram extensas, pois tivemos que conhecer um pouco mais da história do Brasil e como se deu a nossa colonização para sabermos como foi difícil a nossa colonização. Fizemos debates, leituras, estudamos gráficos para termos noções de tudo o que se passa numa cidade e seus problemas.
Depois fizemos um planejamento de como poderia ser feito as maquetes das cidades e quais matérias poderiam ser usados. Imprimimos muitos modelos de casas, igrejas entre outros para os alunos pintarem, e montarem suas cidades. Pesquisamos vídeos para termos mais noção de como confeccionar uma maquete com tudo o que uma cidade precisa e os serviços que são indispensáveis numa cidade, seja ela de porte grande, média ou pequena, o planejamento é indispensável.
Quando se propõe a criação de uma cidade surge grandes dificuldades, principalmente em termos comunitários, e as fontes de financiamento que uma cidade necessita para crescer com qualidade, mesmo tendo os impostos que são recolhidos para ajudar na saúde entre outros. Água tratada também é um item indispensável numa cidade. Os alunos estudaram durante um mês sobre todos esses problemas, e não podíamos de citar o quanto é importante para os habitantes da cidade de áreas de laser, parques, shopping, entre outros.
Em seu conjunto o tema desse projeto é muito amplo, de uma grande riqueza de assuntos muito relevantes, e durante todo o processo desse projeto, conforme iam surgindo dúvidas, nos discutíamos, e procurávamos solucionar.
A avaliação final desse projeto foi além do esperado, pois todos mostraram muito interesse, empenho e até pesquisaram sozinhos mais assuntos relacionados a fundação de uma cidade, como o reflorestamento das matas, manter os rios e lagos limpos, preservar os animais, plantas e aves.
Ou fundarem uma cidade gerada por energias eólicas, para evitarem barragens, que represam as águas, matando muitos animais, e até pessoas se elas se romperem.
A aprendizagem elaborada a partir desse trabalho em grupo, oferece uma base de experiências vitais que podem servir de apoio ao ensino formal de todos os blocos curriculares baseados na diversidade e relatividade cultural, e contribui muito para o ensino e aprendizagem dos alunos.

