Teorias da Psicologia da Aprendizagem
A Psicologia da Aprendizagem ao longo de sua evolução histórica tem buscado a conceituação do termo de aprendizagem, segundo o olhar de estudiosos da área, ressaltando os principais aspectos das teorias que tentam entender como se dá esse processo, segundo Feldman, 2013.
A definição de aprendizagem e o tempo em que se leva para aprender tem sido objeto de discussão desde os primeiros estudos da psicologia no século passado com os grandes teóricos da educação.
As primeiras correntes psicológicas dos estudos da Psicologia do desenvolvimento estavam centradas em descobrirem métodos de estudos da personalidade humana e comprovarem empiricamente como os comportamentos manifestavam as suas implicações.
O berço da psicologia científica é a Alemanha, no final do século XIX, na Universidade de Leipzig, Wilheim Wundt criou o primeiro laboratório de Psicologia Científica, aonde ele adota o método de investigação das ciências naturais como critério rigoroso de construção do conhecimento.
Se a Psicologia nasce na Alemanha, é nos Estados Unidos que encontra seu desenvolvimento científico, e que se dá o surgimento das primeiras abordagens teóricas ou Escola em Psicologia.
Elegeram a consciência como o centro de suas preocupações e traçaram como objetivo a busca pela compreensão do seu funcionalismo.
Estruturalismo de Edward Thomdike (1.874-1.949) é uma noção aonde todos os conhecimentos psicológicos são experimentais, produzidos em pesquisas de laboratório.
Um dos seus principais representantes foi o psicólogo americano Edward Bradford Titchener (1.867-1.927), os quais, no começo do século XX, discutiram com pensadores da época o conceito da mente e certas condições do método da introspecção cientifica.
O objetivo de estudo dessa teoria é a consciência mediante e introspecção e auto-observação controlada. A mente, ou consciência imediata, não é algo substancial, mas somente processos elementares da atividade mental: sensação, sentimento e imagem.
Os sujeitos desses estudos são treinados para descrever, da forma mais objetiva possível, suas experiências com determinados estímulos de cores, sabores e odores. Wundt interessava-se por anatomia e desenvolvia a vida acadêmica voltada para a pesquisa fiológica sobre as percepções sensórias.
O sistema da introspecção, proposta e praticado nos laboratórios de Wundt, refletia o método que os psicólogos utilizavam para que os sujeitos das pesquisas relatassem suas experiências internas em relação aos estímulos ambientais.
Esses relatos eram os julgamentos e as observações conscientes dos sujeitos sobre o tamanho, intensidads4e e duração dos estímulos.
A partir desses experimentos e relatos, Wundt descrevia amaneira como a consciência era estruturada.
O termo associacionismo de Wiliam James (1.842-1.910)
O Associalismo origina-se da concepção de que a aprendizagem se dá por um processo de associação de ideias, das mais simples as mais complexas, de modo que a aprendizagem de um conteúdo complexo, requer primeiro o aprendizado de suas ideias mais simples, que estariam associadas aquele conteúdo.
Para o psicólogo americano Edward Lee Thornadike (1.874-1.948), o comportamento do sujeito é modelado pelo ambiente e segue leis que o direcionam. E esse comportamento só será efetivo se for condicionado por três princípios:
E. Torndike formulou também a” Lei de Efeito”: recompensar o aluno, ou punir até que ele possa aprender (reforçamento) .
Lei do Exercício: A importância da prática para que se mantenham as conexões nervosas e se fortaleça o aprendido.
Lei da disposição: Se não existe disposição, não se produz comportamento aprendido, pois é a disposição que permite o comportamento.
Thorndike propunha conexões entre estímulos e respostas. Seus experimentos envolviam o uso de animais. Um dos seus estudos clássicos foi a experiência que realizou com um gato, privado de alimentos, que ficou em uma caixa fechada com vários trincos.
O animal, para sair tinha que encontrar a alavanca correta para acessar o alimento, que estava do lado de fora.
Através da lei do exercício, com diversas tentativas de ensaio e erro de empurrar, farejar e dar patadas, o gato conseguiu abrir a alavanca.
Em outras situações, quando o animal era recolocado novamente na caixa, acionava a alavanca e conseguia o alimento, manifestava-se assim a” Lei do efeito”. Comida era a sua recompensa e funcionava como reforço positivo.
Se o animal não encontrasse uma maneira de alcançar o alimento desejado, não havia disposição para realizar a ação. O que predominava nesses estudos era a observação de comportamentos e as associações realizadas pelos animais e também pelo homem em suas expressões.
Os reforços são também classificados em primários e secundários. É reforço primário a apresentação de estímulos de óbvia importância biológica, como o alimento, a água, etc.
É reforço secundário a apresentação de um estímulo, anteriormente neutro, que foi associado a estímulos de óbvia importância biológica. Sua propriedade reforçadora foi adquirida. Exemplos: o dinheiro, o elogio, o sorriso, etc.
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Obrigada; Teresa Gomes