Um bacilo chamado Pasteurelha Pestes foi o causador da
terrível moléstia que assolou a Europa toda.
A bactéria é transmitida pelas pulgas dos roedores (ratos), mas pode contaminar outros animais inclusive o homem. A peste manifestou, no início, com a morte um número inusitado ratos em Messina.
Os moradores estranharam o fato, mas só se deram conta do perigo quando a doença começou a contaminar a população. Um pequeno tumor nas pernas ou nos braços, do tamanho de uma lentilha era a marca prenunciada da morte rápida.
Em menos de três dias, a pequena ferida espalhava-se por todo o corpo da pessoa contaminada. Quando o doente passava a vomitar sangue, era sinal de que a bactéria penetrará nos aparelhos digestivos e respiratório dificultando a respiração.
A vítima falecia em poucas horas. Os mortos eram enterrados em valas comuns, e nem havia tempo para chorá-los.
Os médicos recusavam a tratar dos doentes, pois eles tinham receio de contaminar-se, pois a doença era completamente desconhecida e se alastrava com muita rapidez e não escolhiam suas vítimas.
Naquela época não havia nos Manuais da Medicina nenhum relato sobre uma doença tão terrível como essa.
Ouve várias hipóteses: os sábios franceses acreditavam que essa doença era provocada pelos terremotos que estavam abalando vastos territórios no Extremo Oriente e estava contaminando o ar, e era preciso purificar urgente o ar contaminado.
E enormes fogueiras foram acesas por toda a Europa, com o
objetivo de purificar a atmosfera. Tudo foi inútil, pois a peste continuava a
dizimar milhares de pessoas todos os dias.
A peste foi introduzida na Europa através do Porto Siciliano de Messina através dos marinheiros de navios chegados da Ásia (1.347), eles haviam se contaminados durante a viagem.
Os poucos marinheiros que sobreviveram a peste, foram
expulsos da cidade, mas isso não impediu que toda a Europa sofresse os efeitos
da terrível praga.
Não se tratava “ ira Divina”, mas das péssimas condições de higiene no final da idade média. O perigo da contaminação levou populações inteiras a abandonar as cidades e irem a direção dos campos.
Só que com eles foram muitas pessoas contaminadas pela doença, e o Continente Europeu todo ficou contaminado e calcula-se que 25 milhões ou mais foram dizimados pela peste.
Muitos ficaram tão desorientados e com medo, que abandonaram suas propriedades e passaram a viverem como nômades, vagando sem destino certo por diferentes países da Europa.
A catástrofe afetou terrivelmente toda a economia, e muitos não tinham mais empregos, alimentos, agasalhos, nada, só miséria e fome por todos os lados, aumentando bandos de famintos que saqueavam mercados, casas e colocava terror nas cidades e vilas.
Muitas vilas foram abandonadas e
desapareceram do mapa, o desespero era muito grande, e fazia as pessoas
procurar um lugar seguro para escapar da morte. O que mantinham eles em pé eram
a fé, eles buscavam em Deus uma resposta por tamanho sofrimento.
Seiscentos e setenta e quatro anos se passaram, e hoje estamos passando pela mesma situação com a Covid que assolou o mundo todo. E até agora tudo ainda é incerto, e contamos apenas com as vacinas, mais que não é a cura total.
No meu ponto de vista, precisamos investir mais em Pesquisas Científicas, hospitais de qualidade, acabar com a corrupção que mata milhões de pessoas pelo mundo, entre outros.

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Obrigada; Teresa Gomes