terça-feira, 1 de junho de 2021

A Infância Do Grande Escultor: Auguste Rodin


    Obra original de David Weiss- Ano: 1.963.

    O senhor Jean-Baptista Rodin era um camponês da Normandia que se mudou para Paris em busca de uma vida melhor para sua família.  

   Ele não esperava jamais que aos trinta e oito anos de idade, viria ser pai de um varão, e exultava de alegria, já que eles tinham duas filhas, sendo Clotilde do primeiro casamento do seu pai, e Maria que era filha dos seus pais.

   Quando Auguste nasceu foi um momento casamento do de grande alegria aos seus pais, que logo o registrou com o nome de François Auguste Rodin.

   Seus pais eram muitos pobres, e vieram morarem numa casa velha caindo aos pedaços, e tinham de subirem cento e um degraus para chegar a sua casa.  

  O lugar era muito parecido com uma favela, aonde tinham muitas pessoas sem profissões e marginalizadas pela sociedade.

   Rodin era um menino ruivo, seus cabelos eram tão vermelhos que pareciam fogo, mais era um menino muito saudável, quando ele fez cinco anos, e estava se preparando para ingressar na escola dos Jesuítas, sua tia Thereza deu a ele um lápis de desenho, o que o deixou muito feliz. 

   Ele era um menino tímido, e devido a miopia precisava usar óculos. Devido a sua timidez, não tinha amigos, preferia ficar sozinho desenhando.

   E para isso ele pegava os papeis de embrulhos que vinham embrulhando as compras para fazer seus desenhos, já que seus pais não podiam comprarem cadernos de desenhos para ele, por falta de dinheiro, que era muito escasso naquele tempo. 

  Ele aproveitava os papeis de embrulho, sentava numa cadeira, e colocava seus papeis em cima da mesa, e ficava concentrado fazendo seus desenhos.

  E como o seu pai era tudo para ele, resolveu um dia que iria desenhar o seu pais. Logo que terminou foi correndo mostrar a sua tia Theresa, que adorou ver o desenho que ele acabará de fazer. 

  Poia ele havia desenhado o seu pais com uma cala amarrotada, paletó velho, e cinto largo. Virou rotina, todos os dias ele esperava ansioso sua mãe chegar com as compras, para ele usar os papeis para fazer os seus desenhos.

 Mas ele ficava super feliz, quando sua mãe comprava manteiga, queijo e ovos, pois vinham embrulhados num papel branco, e era excelente para desenhar.

  Um dia sua mãe perguntou:

  __   Auguste, onde está o papel do embrulho? Não temos nada para acender o fogo. Era a sua mãe perguntando. Desse dia em diante ela passou a esconder os papeis de embrulhos, pois a vida para eles naquela época de muita escassez.

   Um dia a mãe chegou com a cesta de compras e tirou o queijo do papel branco. Quando ela virou as costas, Auguste apanhou seus lápis e espichou-se no chão. Espalmou as mãos em cima do papel e traçou o contorno dos dedos, depois, olhando as linhas das próprias mãos, pôs-se a desenhá-las.

    A porta bateu forte e seu pai apareceu e disse:

  ____ Auguste, levante-se do chão agora.  

  O pai amassou o papel muito furioso e chocou dentro da estufa, mais o pequeno Auguste foi até a estufa e pegou o papel todo amassado, alisou-o bem com as mãos e começou a pintar de novo, mais seu pai vendo ele pintando, teve um acesso de fúria e jogou tudo no fogo, e mandou que ele fosse dormir sem ao menos jantar, muito magoado triste ele obedeceu seu pai, sem antes ouvir do seu pai que nunca mais ele iria admitir qualquer desenho dentro de casa, pois  se isso viesse a acontecer, com certeza ele iria dar uma surra que ele jamais esqueceria pelo resto da vida. 

  E comunicou também que era preciso matricular ele logo numa escola, para ele aprender outras coisas. Auguste chorando muito foi para o seu quarto, mas logo a sua mãe muito preocupada levou um prato de sopa bem quente para ele, que por sinal estava uma delícia, pois a sua mãe cozinhava muito bem.

  Desde esse dia sem ter nenhum lápis ou papel para desenhar e pintar, ele começou a usar pedras de carvão que seriam para o fogo, e ia desenhar nos muros lá de fora de sua casa.

   Logo que ele entrou para a Escola dos Jesuítas e era pego desenhando, era imediatamente colocado de castigo, ou apanhava de palmatorias, mesmo assim, ele nunca desistia e fazia caricaturas de todos os professores. 

  Como eles haviam mudados de casa, e desta vez para uma casa melhor, que tinha grandes janelas e do lado de fora da casa existia uma estátua de um cupido, um anjo segurando uma flecha, e Auguste começou a desenha-la, mas seu pai arrancou de suas mãos o desenho e falou;

 ___ Auguste, você não aprende mesmo, vai tão mal na escola, que eu nem sei mais o que faço, você não brinca como todas as crianças da sua idade, passa o tempo todo desenhando e pintando, isso não dá futuro para ninguém meu filho!

  O menino de apenas nove anos de idade, procurava mostrar-se obediente, mas o desenho era a sua fuga desse mundo, quando ele desenhava ou pintava, esquecia dos problemas que havia na sua casa, e começou a matar aulas, pois ele não demostrava muito interesse. 

  Um belo dia isso foi levado ao conhecimento do seu pai, que descobriu que em quatro anos de estudo na escola dos Jesuítas, ele não havia aprendido absolutamente nada, não aprendeu Latim, Redação, e sua letra era simplesmente horrível, para a decepção dos seus pais.

   Diante da fúria do seu pai, Auguste tenta argumentar que não consegue enxergar bem o quadro negro, mais o seu tio mandou dizer ao seu pais que Auguste era ineducável.

   Quanto mais cedo começasse a trabalhar, melhor seria, pois até as suas próprias irmãs riam dele, por ele ter tirado notas tão baixas. E seu pai   do que ele gostaria de trabalhar, ele sem pensar duas vezes disse que gostaria de frequentar uma escola de arte, pois o sonho dele era ser pintor. 

  O pai ficou possesso de raiva, levantou-se para bater nele, mais a mãe procurava de todos os jeitos acalmar a todos, evitando o pior. O pais de Auguste estava muito surpreso com tanta teimosia de seu filho. 

  A sua irmã Maria que estava presente e tinha ouvido tudo, disse ao pai que a Petit Ècole faz mais artesão do que artistas, e com certeza lá ele iria aprender uma profissão. E assim seus pais o levaram até a escola, aonde ele teve que fazer um desenho para provar que merecia estudar na escola.

  Muito nervoso, ele desenhou uma caricatura, mas os dois professores não gostaram muito, e mesmo assim deixaram ele estudar com a turma da manhã, que eram todos principiantes. Eram aulas muito puxadas, das oito da manhã, até ao meio dia escultores do mundo. 

  Mesmo seus pais não tendo dinheiro para comprar paletas de pinturas, e outros matérias necessários ele não desistiu, muitas vezes ele catava do lixo as sobras de bisnagas de tintas de seus amigos mais endinheirados e pintava. 

 O professor vendo a sua perseverança, decidiu ajudar, e começou a dar tintas e tudo o que ele precisava. Um dia ele disse ao seu professor Lecog que iria desistir, pois não tinha dinheiro para comprar os materiais necessários, e também não se sentia feliz com as pinturas.

 O seu professor muito furioso, pediu para ele não desistir, mais ir para a sala de modelagem. O professor Lecog foi pessoalmente com ele até a sala de modelagem, e de repente Auguste sentiu atração pelas estátuas e sentiu vontade de acariciá-las, sentiu o barro entre os dedos fortes, e sentiu novas sensações. 

  Queria gritar de alegria, pois descobriu que era disso que ele gostava, e queria fazer, ele iria se tornar um grande escultor, pensou consigo mesmo. O barro criava vida em suas mãos, e para esculpir na pedra e no aço foi fácil, pois ele já estava preparado, depois de muitos estudos e treinamento.

   E   assim começou a carreira difícil e simples de um gênio que foi um dos maiores escultores de todos os tempos. Só depois de duros conflitos foi que o criador de O Pensador, e o Beijo obteve o reconhecimento que tanto merecia.

   Auguste Rodim foi considerado o Moisés da escultura; ele a fez sair da das pomposas figuras talhadas em mármores com traços angelicais, para o mundo real, modelando o corpo humano com traços que eram julgados feios pelos padrões da época, peles enrugadas, feições rudes, músculos contorcidos. 

 Mas é o espirito, a força vital irresistível, que emerge de suas criações vibrantes, geralmente angustiadas.

  O domínio técnico da forma de Rodin derivou se dá renascença e, em certos casos, diretamente de Miguel Ângelo. Mas o modo pelo qual ele trabalhava as superfícies era inteiramente novo. 

  Seu objetivo era não só comunicar o movimento mas deixar o bronze por fora tão tôsco que pudesse captar o jogo de luz e sombra, e realçar a ilusão da vitalidade irrequieta. A forma de carne viva era para Rodin tão importante, como o ar que ele respirava.

  Essa foi a crítica feito por um grande crítico de arte da época; Emily Genauer, do jornal Herald Tribune de Nova York.

   A obra de arte o” Pensador”, foi a obra prima desse grande escultor.

   A obra o Pensador na visão de Rodin, teria que ser uma obra prima, inesquecível, segundo ele, Miguel Ângelo criou obras inesquecível de imensa beleza, mais o que ele tinha   a fazer, seria algo muito mais grandioso. 

   O homem chegara a pensar, refletia Auguste, só ao cabo dos mais laboriosos esforços, e mesmo assim, pensar era tão doloroso quanto difícil. Pensar era sofrer, era indagar: quem sou eu? Para onde vou?  Porque?

    Auguste refez o modelo em tamanho maior do que o natural, agora convencido de que o homem não era uma criatura civilizada em luta contra um mundo corrompido, porém um ser bruto lutando para escapar ao estado de animalidade e nem sempre se saindo com êxito. 

   Sentia isso especialmente em si mesmo, e chegou a convicção de que o esforço do salto para sair do bicho e ingressar no ser pensante era um fardo muito grande, e por isso a sua estátua deveria de ser modelada duas vezes a altura de um homem, dando a entender a magnitude da luta do homem. 

  Foram meses de muito trabalho e esforço, para terminar essa maravilhosa obra, debateu consigo mesmo de como deveria ficar as mãos da sua estátua, e os gestos, foram batalhas terríveis e muitas noites mal dormidas. 

  Realçou bem a força do gesto e da teimosia, considerando –a típica de uma vida que haveria de ser essencialmente trágica. Deu ênfase a cabeça volumosa e a mão magnífica que suportava tão grande peso.

  E a medida que o “Pensador “ia ganhando vida, Auguste mesmo ia ficando exausto. Quando terminou, estava completamente esgotado. 

  Quando Auguste Rodin chamou um grande amigo seu Carrieri para ser o primeiro a ver a grande obra, esse muito admirado disse:

  ____ Para mim, esse foi o primeiro homem que conseguiu pensar, e o esforço que fez deu a ele a visão do destino trágico de toda a espécie humana. Tanta força para pensar, para ser racional, que luta tremenda! 

 A carne é mais forte do que o espirito, e não obstante o espírito procura emergir da lama, como o corpo emergiu. Seu amigo estava encantado com essa grande obra de arte, e o grande esforço de Auguste Rodin em representar tão bem o homem numa posição de” Pensador”.

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Obrigada; Teresa Gomes

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