domingo, 17 de agosto de 2025

O Cérebro Humano.


 


O cérebro Humano e a aprendizagem !

È comum usar -se a palavra cérebro para designar todos os órgãos que se encontram no crânio.

.Isso , porém está errado: o cérebro é apenas uma parte do sistema nervoso central-embora seja a mais complexa. Consiste de uma massa de tecidos nervosos que ocupa a maior parte do crânio e que desempenha , entre outras funções a do raciocínio e o da linguagem.

 Juntamente com o cerebelo , a medula alongada e as glândulas , o cérebro constitui o encéfalo, que em grego significa `”dentro da cabeça”. Na execução e no controle das funções do organismo, o cérebro é auxiliado por uma extensa rede de comunicação (o sistema nervoso  periférico )que lhe traz informações da superfície da pele e dos outros órgãos sensoriais , como os olhos, o nariz a língua, etc.

A outra parte que compõe o sistema nervoso central é a medula alongada , atravessa o orifício occipital , situado na parte posterior do crânio , e desce pelo interior da coluna vertical. No último trecho , tornar-se um delicado filamento o cone terminal , envolto por um tufo de fibras.

 A medula espinhal age como intermediário e auxiliar do encéfalo na sua comunicação com o resto do corpo. Essa comunicação é feita através do sistema nervoso periférico , formado por 43 pares de nervos:12 pares cranianos (partes encéfalo) e 31pares raquianos  (saem pela medula espinhal), que se ramificam por todo o corpo.

 Neurônio :a força da especialização

  O cérebro e a medula espinhal são formados por uma mesma matéria macia; no cérebro ela é cinzenta por fora e branca por dentro; a parte cinzenta chama-se córtex cerebral.

 A medula ao contrário , é branca por fora e cinza por dentro. Essa matéria é o tecido nervoso, formado de células minúsculas , os neurónios .No córtex , o número médio de neurônio é de dez bilhões, e a sua atividade é permanente. Em certas regiões do cérebro , agrupam -se mais de cinco milhões de neurônios em apenas um centímetro cúbico.

 Não existem dois neurônios exatamente iguais .Sua estrutura básica , entretanto , é sempre a mesma: apresentam prolongamentos finos e curtos como raízes, chamados dentritos, que recebem os sinais de outros neurônios.

 No centro do cérebro há um sulco profundo que o divide em duas partes, chamadas hemisférios cerebrais, onde se encontra o tálamo e o hipotálamo.

O primeiros recebe e analisa as sensações em termos de percepção bruta,  na qual são feitas apenas discriminações primárias

Essas sensações são encaminhadas por ele ás várias regiões do córtex , onde a percepção será refinada.

  O hipotálamo regula ainda as sensações e impulsos de apetite, agressão, sentimentos, Além disso , governa uma rede de glândulas através de uma glândula mestre , a hipófise ou pituitária.

  Operando em conjunto com o sistema nervoso essa rede joga na corrente sanguínea hormônios que levam instruções químicas para os órgãos internos. Uma das regiões mais misteriosas do cérebro é a glândula pineal, um minúsculo cone situado acima da raiz do cérebro

.Suas funções ainda não são bem conhecidas .Sabe-se, por exemplo que a pineal tem alguma relação com a intensidade das reações emocionais.

 Sabe-se também que ela é responsável pela regularidade dos processos fisiológicos ritmados com o dia e a noite, como por exemplo , o sono.

 Os neuro-fisiologistas não descobriram uma única região cerebral que armazenasse toda a memória. Identificaram , porém uma área envolvida pelo córtex que parece ser essencial para a fixação de lembranças permanentes: o Hipocampo

O estudo dos ácidos nucléicos , existentes nos neurónios , indica haver alguma relação entre as alterações de sua concentração e a memória.

 

O cérebro humano é uma das estruturas mais complexas e fascinantes da natureza, tem uma composição bem diferente do resto do corpo, pois contém uma alta porcentagem de matérias graxas, inclusive uma porção de componentes únicos.

 É muito seletivo, como se tivesse gostos de pessoas muito caprichosos e exigentes. Talvez seja por isso que o tecido cerebral não pode recorrer ao sangue tão livremente como sucede com os outros tecidos.

O líquido cefalorraquidiano é mais que uma proteção mecânica, faz parte de um sistema de proteção química do cérebro, bastante complicado. Há uma barreira sangue-cérebro bem direto, para evitar que o sangue passe diretamente para o tecido cerebral.

A barreira sangue-cérebro parece ser o resultado de uma camada extra de celulazinhas que rodeiam os vasos capilares, abastecedores do cérebro.

 Estas células fazem parte da neuroglia: (Glia G, cola do nervo), é o tecido intersticial dos centros nervosos que cercam  e sustentam as células nervosas.  Estas neuroglias ou simplesmente células nervosas na proporção de ( 10 para1) .

Há uns 10 bilhões de células nervosas no cérebro para (100 bilhões de glias). Estas constituem cerca da metade da massa cerebral. Um revestimento destas nos capilares serve para amortecer o processo de difusão entre sangue e cérebro, exigindo uma barreira seletiva.

Tem se admitido que estas células servem apenas de suporte e para funções subsidiárias no cérebro.

Certas pesquisas recentes parecem mostrar que estão mais intimamente ligadas a certas funções cerebrais como a da memória por exemplo.

 O cérebro é muito exigente, ele gasta uma porção de oxigênio no decurso de seus trabalhos. Num corpo em repouso ¼ do oxigênio consumido pelos tecidos é utilizado pelo encéfalo, apesar estes órgãos constituir apenas 1/50 de massa corporal.

O consumo de oxigênio compromete- se na oxidação do açúcar simples (Glicose), levado ao cérebro pela corrente sanguínea.

O cérebro sofre com qualquer diminuição de oxigênio, antes de qualquer outro órgão, pois a falta de oxigênio pode comprometer seriamente o cérebro de uma pessoa, causando danos irreversíveis por toda a vida.

É o cérebro que falha primeiro na morte por asfixia. É o cérebro que falha no recém-nascido se for retardada a primeira respiração.

O fluxo de sangue através do cérebro é portanto cuidadosamente controlado pelo corpo. É menos sujeito a flutuação que o fluxo sanguíneo em qualquer outro órgão.

Ainda mais, mesmo sendo fácil produzir –se a dilatação dos vasos sanguíneos no cérebro por meio de drogas, é impossível produzir –lhes a construção e desta forma, cortar o suprimento sanguíneo.

A existência de um tumor pode destruir a barreira sangue-cérebro na região afetada. Isso apresenta um bom aspectos. Uma droga contendo um átomo de codine radioativa é injetada na corrente sanguínea e só passará para o cérebro no lugar exato do tumor e ai depositará.

Desde o nascimento, o cérebro está em pleno desenvolvimento, absorvendo estímulos do ambiente como uma esponja. Cada nova experiência, cada desafio enfrentado, cada erro cometido e superado, cria caminhos novos entre os neurónios. Quanto mais esses caminhos são usados, mais fortes e eficientes se tornam. É como se o cérebro "construísse estradas" para o conhecimento

.A bainha de mielina é uma camada protetora e isolante que envolve partes dos neurônios, mais especificamente os axônios — que são como “fios condutores” por onde passam os impulsos elétricos do sistema nervoso.

Ela é formada principalmente por lipídios (gorduras) e proteínas, e sua função principal é acelerar a condução dos sinais nervosos. Podemos comparar a mielina ao plástico que reveste um fio elétrico: sem ela, a corrente elétrica se dispersa e perde força; com ela, o sinal viaja rápido e sem interrupções.

 Funções principais da bainha de mielina:

Aumentar a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos.

Proteger os axônios contra danos.

Economizar energia para o neurônio, pois permite que o sinal “salte” de um ponto a outro (processo chamado condução saltatória).

Quando a bainha de mielina é danificada — como acontece na esclerose múltipla e outras doenças — os sinais nervosos ficam lentos ou até interrompidos, causando problemas de movimento, visão, fala e sensibilidade.

  Em 1.861, um cirurgião francês chamado Pierre Paul Broca , estudando com muita persistência o cérebro de defuntos, conseguiu provar que doentes incapazes de falar e    entender a palavra , tinha uma perturbação chamada de afasia (“ aphasia”G -privação da palavra), e tinha também uma lesão numa determinada área do cérebro. A área era do terceiro giro frontal da esquerda, comumente conhecido agora como circunvolução de broca.

 Em 1.870, dois alemães , Gustav Fritsch e Eduardo Hitzig, pesquisaram e através de estímulos em diferentes partes do córtex cerebral de um cachorro e tomando nota das atividades  muscular  feitas, e mapeando tudo, descobriu a área motora. O resultado é que a estimulação da área motora do hemisfério cerebral esquerdo tem um efeito no lado direito do corpo e vice-versa, e fica numa faixa do córtex no lobo frontal .

O cérebro humano é uma verdadeira joia da natureza: um órgão que pesa pouco mais de( 1,3 kg no homem, e1.039 na mulher) , mas tem a capacidade de imaginar mundos, criar soluções, relembrar histórias e — o mais importante — aprender. No campo da educação, compreender como esse “universo interno” funciona é essencial para aprimorar práticas pedagógicas e respeitar os tempos e ritmos de cada aprendiz.

Na infância, o cérebro é uma máquina veloz de aprendizagem. Mas isso não significa que o processo se esgote com o tempo. Pelo contrário: com estímulos adequados, um adulto pode aprender tanto quanto uma criança — apenas de forma diferente. Motivação, significado e contexto passam a ser elementos ainda mais decisivos.

Outro posto-chave é o papel das emoções. O cérebro não aprende bem sob e estresse ou medo constante. Ele aprende melhor quando há afeto, segurança, curiosidade e encantamento. Por isso, um ambiente escolar acolhedor, afetivo e instigante faz toda a diferença.

O sono e a alimentação também influenciam diretamente no desempenho cognitivo. Durante o sono, o cérebro organiza o que foi aprendido, consolida memórias e reestrutura informações. Já uma alimentação equilibrada fornece os nutrientes que mantêm a atividade cerebral saudável e produtiva.

Errar, revisar, tentar de novo, ensinar o outro, fazer pausas, relacionar ideias: tudo isso faz parte da dança da aprendizagem. É um processo que não é linear, nem igual para todos — mas é profundamente humano.

Para quem trabalha com educação, compreender o cérebro é como entender o terreno onde plantamos nossas sementes. E mais do que transmitir conteúdos, educar é ajudar cérebros a se conectarem com sentidos, com valores, com o mundo e com os próprios sonhos.

A aprendizagem é um processo contínuo e complexo que envolve a aquisição de novos conhecimentos, habilidades, valores e atitudes. Ela se dá através de uma série de processos no cérebro:

Experiência e Estímulos: A aprendizagem é desencadeada por experiências e estímulos do ambiente, que ativam áreas específicas do cérebro.

Formação de Vias Neurais: Quando aprendemos algo novo, novas conexões (sinapses) entre os neurônios são criadas no cérebro. Quanto mais se pratica ou se revisita um conteúdo, mais essas vias neurais se fortalecem, tornando o acesso à informação mais rápido e eficiente.

Funções Cognitivas: A aprendizagem depende de funções cognitivas como percepção, atenção, memória e raciocínio. A memorização, por exemplo, é crucial para reter as informações adquiridas.

Teorias da Aprendizagem: Existem diversas teorias que buscam explicar a aprendizagem. Algumas das mais conhecidas incluem:

Teoria Comportamental (B.F. Skinner): A aprendizagem ocorre por meio de condicionamento operante, onde os comportamentos são reforçados ou punidos.

Teoria Construtivista (Jean Piaget): A aprendizagem é um processo de construção de conhecimento, onde o indivíduo interage ativamente com o meio para assimilar e acomodar novas informações.

Aprendizagem Significativa (David Ausubel): A aprendizagem ocorre quando um novo conhecimento se conecta de forma relevante com o conhecimento pré-existente do indivíduo. Esses são os estudos desses grandes teóricos da educação e suas pesquisas sobre como se dá a aprendizagem.

Fonte: Autor;Isaac Asimov- O Cérebro humano.

Novo Conhecer-Editora Abril-Livro II-página 228,229,230.

 

 






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Obrigada; Teresa Gomes

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